sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Problema particular

Levantamento nacional sobre o consumo de substâncias psicotrópicas desenvolvido pela Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad) mostra que um em cada quatro estudantes brasileiros, dos ensinos fundamental e médio, já experimentou algum tipo de entorpecente ilícito. Desse grupo, mais de 30% são da rede privada, enquanto 24,2% frequentam escolas públicas. Uma das hipóteses sugeridas pelo responsável pelo estudo e pesquisador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), Elisaldo Carlini, é o fato de os alunos da rede privada terem maior poder aquisitivo, o que facilita o acesso aos entorpecentes. Entretanto, apesar da experimentação ser maior nesse grupo, o uso frequente ou pesado é mais intenso entre estudantes de escolas públicas.

Cocaína - Outro dado preocupante diz respeito ao aumento do consumo de cocaína entre os estudantes. Nos últimos seis anos, a quantidade de alunos que já usou, ao menos uma vez na vida, a substância passou de 2% para 2,8%, índice considerado alarmante para as autoridades de saúde pública.

Número de óbitos maternos cai 32% nos últimos dois anos

AMANDA MELO

amandamelo18@hotmail.com

Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte entrou na lista de estados com altos índices de mortalidade materna. Em 2009, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), foi implantado o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher e Vigilância ao Óbito Materno, Fetal e Infantil. Entre os nove municípios prioritários onde o programa é realizado, Mossoró entra na lista por oferecer o serviço de referência em saúde materna para diversos municípios da região Oeste.

Mas uma notícia divulgada no último dia 14 pelo Ministério da Saúde trouxe uma grata surpresa. É que o número de mortes maternas por complicações na gravidez, parto ou no período pós-parto caiu no país 56% nos últimos 18 anos. Segundo o órgão, a ampliação do acesso ao pré-natal e a métodos contraceptivos impulsionaram os avanços no serviço. Os dados estão contidos na publicação Saúde Brasil 2009, do Ministério da Saúde, que reúne as principais análises e indicadores em saúde no país.

O trabalho que vem sendo realizado no município com o objetivo de reduzir as mortes, conforme a coordenadora do setor de Vigilância ao Óbito Materno e Infantil da II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap), Alzineta Neves, tem garantido bons resultados. "Nós estamos tentando formar uma rede de atendimento para melhorar o sistema. Por exemplo, uma mulher do município de Caraúbas começa seu pré-natal na própria cidade, mas vem ter seu filho aqui. Nós chamamos isso de rede", explica.

O programa, que vem sendo desenvolvido desde 2009 no município, é também uma das ações Pacto pela Redução da Mortalidade Materna, assinado pelos estados brasileiros. As atividades já realizadas incluíram a aplicação de questionários para identificar fatores sociais, psicológicos, familiares e de atenção à saúde da mãe e da criança menor de um ano que podem influenciar diretamente nos óbitos de ambos.

O resultado desse trabalho pode ser constatado a partir de números. Nos últimos dois anos, conforme dados do setor de Vigilância ao Óbito do departamento de Vigilância à Saúde no município, o número de mortes maternas vem sofrendo quedas. Após um gradativo crescimento nos anos de 2006, 2007 e 2008, com 1.054, 1.223 e 1.281 casos, respectivamente, em 2009 os registros começaram a demonstrar um novo panorama.

No ano passado, o número de óbitos caiu para 896 e este ano, até agora, está em 875. De 2008 para 2010, houve uma queda de 32% nos óbitos. Os números ainda não são o ideal, mas demonstram que o trabalho surte efeito. Em 2009, as principais causas de óbitos maternos foram as doenças do aparelho circulatório, como isquemias e infartos, com 220 casos; em segundo lugar, as causas externas, como acidentes de transporte, quedas e agressões, em168 circunstâncias; e 146 casos de morte por algum tipo de neoplasia, o câncer.

Em 2010, essas também foram as principais causas de mortes maternas, com 211 casos de doenças do aparelho respiratório, 156 óbitos provocados por causas externas e 136 por tipos malignos de câncer. Como podemos observar, tivemos reduções em todos os números. Conforme a publicação nacional, a redução dos óbitos por causas obstétricas diretas foi o principal fator que levou à redução da taxa de mortalidade materna no Brasil, de 140 a cada 100 mil nascidos vivos, em 1990, para 75, em 2007. Todas as causas específicas de morte materna também diminuíram: por hipertensão, 63%; hemorragia, 58%; infecções no pós-parto, 47%; por aborto, 80%; e por doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto ou pós-parto, 51%.

Apesar de ter conseguido reduzir ao longo dos anos esses índices, Mossoró ainda tem um longo caminho a traçar. "Ainda existem muitas dificuldades por falta de profissionais em alguns municípios circunvizinhos. Por exemplo, de todos os 26 municípios sob a jurisdição da II Ursap, apenas a Casa de Saúde Dix-sept Rosado realiza partos de alto risco. Em relação ao pré-natal de alto risco, apenas Mossoró, Areia Branca, Apodi, Caraúbas e Serra do Mel realizam", afirma Alzineta.

Além de Mossoró, os municípios de Natal, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Currais Novos, Caicó e Pau dos Ferros são considerados prioritários, pois representam 50% dos óbitos maternoinfantis no RN. Conforme Alzineta, o objetivo do trabalho que teve início no ano passado é obter informações para melhorar o atendimento ao pré-natal e ao parto. "O objetivo é reduzir a incidência de doenças maternoinfantis e, consequentemente, reduzir a mortalidade", frisa a coordenadora.

DADOS NACIONAIS

O maior esclarecimento das mulheres em relação ao planejamento familiar também permitiu ou contribuiu para a queda na mortalidade. Dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) mostram que 80% das mulheres, atualmente, usam algum método anticoncepcional. Em 2009, o MS reforçou a Política Nacional de Planejamento Familiar, implantada em 2007, que inclui maior acesso a vasectomias e laqueaduras, distribuição de preservativos e ampliação do acesso a métodos contraceptivos. Atualmente, o SUS disponibiliza oito tipos de métodos contraceptivos.

A pílula anticoncepcional e o Dispositivo Intrauterino (DIU) são os dois métodos mais procurados pelo público feminino no país. Em 2003, as mulheres retiraram 8 milhões de cartelas de pílulas em postos de saúdes e hospitais de 4.920 municípios. Em 2008, foram distribuídas pílulas em todas as cidades do Brasil. Em 2010, o Ministério da Saúde distribuirá até o final do ano 50 milhões de cartelas de pílulas, seis vezes mais do que em 2003. O investimento total em pílulas e outros contraceptivos alcança, em 2010, o recorde R$ 72,2 milhões, sete vezes mais do que foi aplicado em 2003 (R$ 10,2 milhões).

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Aberta inscrição de curso para Conselheiros dos Direitos e Tutelares

O curso, que é gratuito, é promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e é desenvolvido na modalidade à distância, ou seja, online. As atividades durarão quatro meses e serão distribuídas em quatro módulos, com carga horária de 72 horas que exigem dedicação minima de 06 horas semanais.

O objetivo é trabalhar as competências conceituais, comunicativas, interpessoais e políticas, para que eles reconheçam na legislação disponível, os mecanismos para zelar e garantir a promoção dos direitos infanto-juvenis.

O curso desenvolverá, por exemplo, a capacidade de identificação de situações de violação dos direitos, aquisição de capacidade crítica e de raciocínio, atenção às necessidades e respeito à diversidade no desenvolvimento de atribuições frente à defesa e garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Além de criar uma reflexão sobre como contribuir para a realização de diagnósticos locais e desenvolvimento de políticas públicas para o setor.

Carmen Silveira, Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente e vice-presidente do CONANDA, ressalta a importância da formação continuada para os Conselheiros dos Direitos e Tutelares. "Eles são a base do Sistema de Garantia dos Direitos. A recomposição frequente de equipes, os novos cenários da infância e adolescência e até mesmo as mudanças nos marcos legais e institucionais exigem a formação continuada dos Conselheiros", afirmou.

A Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente junto com o CONANDA trabalharam fortemente nos últimos anos para a qualificação de Conselheiros. Foram criadas Escolas de Conselhos em 21 estados e ministrados vários cursos através do ensino à distancia. "São mais de 60 mil vagas ofertadas ao todo. Sem dúvidas, foi o maior investimento feito para a rede de conselhos nesses 20 anos de implementação do ECA”, enfatiza Carmen.

Para este curso de atualização serão abertas 1.625 vagas. 70% delas estão reservadas aos conselheiros tutelares e dos direitos e 30% aos profissionais que atuam na rede de atendimento a crianças e adolescentes.

Para participar da seleção, o candidato deve estar exercendo mandato de Conselheiro Tutelar ou de Conselheiro dos Direitos ou estar atuando na rede de atendimento a crianças e adolescentes há pelo menos dois anos. Além disso, é exigido escolaridade de nível médio ou superior. O participante também deve dispor de recursos ágeis de conectividade via internet, possuir habilidade para utilizar computadores e recursos como email, fórum, chat, além de ter disponível pelo menos 06 horas semanais para os estudos.
Cada candidato deverá efetivar seu PEDIDO DE INSCRIÇÃO até o dia 5 de janeiro de 2011, via internet, por meio do preenchimento de uma ficha disponível no site da Fiocruz.

Além da inscrição, o interessado também deve mandar pelo Correio, através de carta registrada ou Sedex, os seguintes documentos:

1 - Certificado de conclusão do ensino médio (2º grau) ou Diploma de conclusão de curso superior em qualquer área, devidamente registrado (FOTOCÓPIAS COM FRENTE E VERSO AUTENTICADOS). Em ambos os casos os documentos devem ser expedidos por instituição reconhecida pelo MEC;

2 - Curriculum vitae simplificado (sugestão no Anexo I);

3 - Carteira de Identidade – RG, que contenha o campo naturalidade (não serve a CNH) e CPF (FOTOCÓPIAS COM FRENTE E VERSO AUTENTICADOS);

4 - 01 (um) retrato 3x4 recente e de frente, com o nome completo do candidato escrito no verso. Não serão consideradas cópias escaneadas;

5 - Certidão de Casamento, caso haja alteração no nome constante da documentação apresentada;

6 - Documento de comprovação legível de estar exercendo o cargo de Conselheiro Tutelar, Conselheiro dos Direitos da Criança e do Adolescente ou de estar atuando como profissional da rede de atendimento a crianças e adolescentes;

7 - Compromisso do candidato quanto a sua disponibilidade de dispor, no mínimo, de 6 seis horas semanais, para dedicar-se aos estudos e pesquisas demandadas pelo curso, de acordo com o modelo no Anexo II do Edital.

8 - Comprovante de Postagem, emitida pela ECT (Correios).

É importante chamar atenção para o envio correto da documentação pelo Correio. Em processos anteriores, vários candidatos não conseguiram vaga porque não autenticaram os documentos ou não enviaram a documentação completa, portanto, é imprescindível conhecer o Edital publicado no último dia 05 de novembro.

A lista de candidatos selecionados será publicada a partir do dia 28 de fevereiro de 2011, no site da Fiocruz no EAD. Para recorrer do resultado, o interessado deverá encaminhar o recurso através do e-mail:
pseletivo@ead.fiocruz.br.

Fonte: Portal dos Direitos da Criança

Plano Nacional de Educação tem 20 metas; 20% são ligadas à valorização do professor

O ministro da Educação, Fernando Haddad, entregou dia 14 ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o projeto de lei do novo Plano Nacional de Educação (PNE) que irá vigorar na próxima década. O documento de 14 páginas estabelece 20 metas a serem alcançadas pelo país até 2020. Cada uma delas é acompanha de estratégias para que se atinjam os objetivos delimitados. Algumas determinações já foram previstas em leis aprovadas recentemente ou fazem parte do PNE ainda em vigor.

Pelo menos 20% das metas tratam diretamente da valorização e formação dos profissionais do magistério. Entre elas a garantia de que todos os sistemas de ensino elaborem planos de carreira no prazo de dois anos, que todos os professores da educação básica tenham nível superior e metade deles formação continuada com pós-graduação – com a previsão de licenças para qualificação. O PNE ainda determina que o rendimento médio do profissional da educação não seja inferior ao dos demais trabalhadores com escolaridade equivalente.

O plano inclui metas de acesso à educação infantil, ensino médio e superior. Ele reafirma a proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada neste ano que determina a universalização da pré-escola até 2016 e acrescenta que 50% das crianças de até 3 anos devam ter acesso à creche até 2020, patamar que já estava apontado no atual PNE mas não foi atingido. Hoje, esse atendimento é inferior a 20%.

No ensino superior, o PNE estabelece que 33% dos jovens de 18 a 24 anos estejam matriculados nesta etapa – hoje esse percentual é inferior a 15%, longe da meta de 30% que havia sido estabelecida no plano aprovado em 2001. Considerando toda a população, a taxa de matrícula deverá atingir 50% até 2020. No ensino técnico a matrícula deverá ser duplicada. O plano também determina que se atinja a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.

Outra meta é que todas as crianças sejam alfabetizadas até os 8 anos de idade e o analfabetismo na população com mais de 15 anos erradicado até o fim da década – essa última também já estava prevista no PNE em vigor, mas a taxa ainda é de 9,7%. A educação em tempo integral deverá ser oferecida em 50% das escolas públicas e os cargos de direção ocupados mediantes critérios técnicos e mérito. Hoje é comum que os diretores sejam indicações políticas das secretarias de educação.

O Ministério da Educação (MEC) também incluiu no documento as metas de crescimento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que funciona como um termômetro da qualidade da educação. Até 2021 o país deverá atingir média 6 em uma escala de 0 a 10 – em 2009 a nota foi 4,6. Como Haddad já havia adiantado, o plano inclui a meta de investimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) na área.

O presidente Lula encaminhará o projeto de lei ao Congresso Nacional que começará a discussão do texto na próxima legislatura. A previsão é que o novo PNE possa ser aprovado até o fim do primeiro semestre de 2011.

por Amanda Cieglinski
Fonte: Agência Brasil
Edição: Lílian Beraldo

Pesquisa mostra redução nas taxas de mortalidade materna e infantil no Brasil

Brasília – A pesquisa Saúde Brasil 2009 mostra redução nas taxas de mortalidade materna e infantil no país. A diminuição dessas taxas está entre as metas do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidas pela Organização das Nações Unidas para serem atingidas em 2015.

De acordo com o estudo anual do Ministério da Saúde, publicado hoje (14), todas as causas de mortes de gestantes apresentaram queda de 1990 a 2007, como hipertensão (63%), hemorragia (58%) e aborto (80%). Com isso, a taxa de mortalidade materna passou de 140 a cada 100 mil bebês nascidos vivos, na década de 90, para 75, em 2007.

A trajetória de queda brasileira foi maior de 1990 a 2001. De 2002 a 2007, tem variado de 72 a 75 mortes por 100 mil nascidos vivos.

O ministério atribui a tendência de redução da mortalidade materna à ampliação do acesso aos serviços médicos antes, durante e após o parto. Atualmente, 98% dos partos são feitos em hospitais e 89% por médicos. Quase 90% das grávidas realizam, no mínimo, quatro consultas do pré-natal no Sistema Único de Saúde (SUS). A meta da ODM é de 35 óbitos por grupo de 100 mil nascidos vivos.

Em relação à mortalidade na infância, a taxa nacional diminuiu 57,6%, de 1990 a 2008, entre crianças com menos de 5 anos e passou de 53,7 para 22,8 por mil nascidos vivos. A meta estabelecida pelas Nações Unidas é de 17,9 mortes por mil nascidos vivos. O Brasil prevê cumprir o objetivo em 2012.

Segundo a publicação Saúde Brasil, o Nordeste apresentou a maior redução da mortalidade infantil no período, 65%. Mas o índice da região está acima do nacional, 32,8 mortes para cada mil nascidos vivos.

Fonte: Agência Brasil, Carolina Pimentel, Edição: Lílian Beraldo

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Prefeitura e UERN formalizarão parceria para construção de maternidade pública

A Prefeitura de Mossoró e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) formalizarão parceria para a construção de uma maternidade universitária pública no Município.Os termos do acordo foram discutidos pela prefeita Fafá Rosado e o reitor da UERN, Milton Marques de Medeiros, em audiência realizada nesta quinta-feira (2/12), no Palácio da Resistência, sede do Governo Municipal.

Na audiência, que contou com a presença do secretário da Cidadania, Francisco Carlos, e da gerente da Saúde, Jaqueline Amaral, o reitor Milton Marques acatou a proposta feita por Fafá Rosado para que a equipe técnica da prefeitura elabore o projeto da maternidade, para agilizar a liberação das verbas federais assegurados em emenda coletiva de bancada, no valor de R$ 60 milhões.

A emenda foi assegurada pela bancada, após articulação da prefeita Fafá Rosado junto à bancada federal. A prefeitura e a UERN vão firmar um acordo de cooperação, a ser celebrado ainda este ano, formalizando a parceria entre as duas instituições. Ficou acertado também entre as partes que caberá à prefeita coordenar a articulação política para levar o projeto a Brasília e liberar os recursos.

O reitor Milton Marques chegou a sugerir um terreno para locaização da maternidade, ao lado da Faculdade de Ciências da Saúde, mas deixou a critério a prefeitura a escolha da área. Para Milton Marques, além de servir à população, a maternidade será de grande valia para os estudantes de Medicina, pois servirá como hospital residência para os estudantes que concluírem seus estudos.

Para justificar a importância da hospital maternidade, Milton Marques informou que, atualmente, acadêmicos de Medicina da UERN em Mossoró, estão fazendo a parte prática de obstetrícia e ginecologia no Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal. “Daí a importância desse projeto encampado por Fafá. Estamos à disposição da prefeita para viabilizar o projeto”, reconheceu Milton Marques.

“Não importa quem ficará à frente do projeto, se é a UERN, o Estado ou a Prefeitura. O que importa é que a Universidade não criará qualquer dificuldade para que o hospital venha para Mossoró. A prefeitura pode muito bem ser timoneira nesse projeto”, afirmou Milton Marques.

No encontro com o reitor Milton Marques, a prefeita Fafá Rosado que a proposta da bancada federal de tornar o hospital em universitário veio atender a uma série de necessidades do município e da própria Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). “Ao mesmo tempo, o hospital vai atender à demanda por uma maternidade pública e incentivará a formação de novos profissionais na área de pediatria, cada vez mais escassos no Brasil”, elogiou Fafá.

Segundo Fafá Rosado, a ideia é dotar a maternidade pública de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica e neonatal (destinada a recém-nascidos. Para ela, a falta de uma maternidade pública e das UTIs traz problemas sérios à saúde dos mossoroenses e das pessoas que são atendidas no município. A prefeita lembra que são realizados mensalmente cerca de 600 partos, o que demonstra a necessidade do município contar com esse tipo de atendimento.

Por fim, a prefeita Fafá Rosado lembrou ao reitor Milton Marques, a sua jornada política, em Brasília, para viabilizar o recursos para hospital. “Passei uma semana inteira em Brasília, batendo de porta em porta da nossa bancada federal, buscando o apoio para que Mossoró conseguisse recursos para a construção dessa obra que é sem dúvida alguma um legado que deixaremos para as próximas gerações”, lembrou.

Nota: Nosso desejo é que este projeto seja de fato concretizado.

Plano Nacional pela Primeira Infância será lançado no dia 07 de dezembro, em Brasília

03/12/2010 (Pauta ANDI)


O documento apresenta diretrizes que visam atender às necessidades das crianças brasileiras de até seis anos de idade, período considerado decisivo na formação do desenvolvimento da inteligência, das emoções e da socialização das pessoas

O lançamento do Plano Nacional pela Primeira Infância (PNPI) acontece na próxima terça-feira, dia 7 de dezembro, às 14h30, na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em Brasília. O Plano será entregue posteriormente ao Governo Federal como proposta de ações e metas a serem realizadas até 2022 na área dos direitos das crianças de até seis anos de idade. O documento estabelece diretrizes que o País deverá seguir para que sejam cumpridas as determinações da Constituição Federal, do Estatuto da Criança e do Adolescente, das leis setoriais de educação, saúde, assistência, cultura e de outros setores que dizem respeito ao público infantil.

O PNPI foi elaborado pela Rede Nacional Primeira Infância – composta por 86 organizações governamentais, não governamentais, multilaterais e empresariais – em um amplo processo participativo que durou dois anos e meio. Inúmeras instituições, especialistas, pesquisadores e profissionais de educação contribuíram com sugestões em reuniões, debates, audiências públicas e pela internet. Além disso, crianças de 3 a 6 anos também tiveram a oportunidade de expressar suas vontades, desejos e necessidades. Assuntos como saúde, alimentação, lazer e violência foram discutidos em dinâmicas especialmente preparadas para compreender e registrar as reivindicações dos pequenos.

O Plano já se encontra em análise no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) para aprovação, para então ser entregue ao Presidente da República. A expectativa é que, após a tramitação nos setores técnicos do Poder Executivo, seja encaminhado ao Poder Legislativo para ser revisto, aperfeiçoado e aprovado, transformando-se em lei. A Rede Nacional Primeira Infância pretende desenvolver, em seguida, medidas visando à elaboração de planos estaduais e municipais, que adequem as disposições do Plano Nacional a seus respectivos territórios.

A iniciativa constitui uma expressão da vontade nacional de cumprir os compromissos internacionais assumidos pelo País em documentos como a Convenção dos Direitos da Criança, das Nações Unidas, o Plano de Educação de Dacar 2000/2015 e os Objetivos do Milênio – documentos dos quais o Brasil é signatário e com os quais está comprometido. Ela se articula ainda com outros planos e compromissos nacionais, como os planos nacionais de educação, de saúde, de assistência social, de cultura, de enfrentamento da violência contra a criança, de convivência familiar e comunitária, de direitos humanos e outros que estão em fase de elaboração, como o Plano Decenal dos Direitos de Crianças e Adolescentes e o Plano Brasil 2022.

Um conjunto de características torna o PNPI distinto dos planos e programas já elaborados para essa faixa etária. Entre elas está a intersetorialidade, pois estão reunidos em um único documento programático os diferentes direitos da criança, a elaboração com ampla participação social, o horizonte temporal de longo prazo para os objetivos e metas e a expectativa de aprovação pelo Congresso Nacional, com o intuito de torná-lo uma lei. Essas qualidades dão ao documento o caráter de Plano de Estado.

Após apresentar a concepção da infância na diversidade brasileira, o Plano ainda avalia os grandes progressos que o Brasil fez nos últimos anos nos indicadores de desenvolvimento infantil e aponta os problemas que continuam afetando a vida das crianças. Para alcançar as metas, o documento destaca a necessidade de formação adequada para os profissionais ligados à primeira infância – envolvendo diferentes áreas, como direito, comunicação, medicina, engenharia, arquitetura, enfermagem, nutrição, assistência social, educação e urbanismo.

A influência dos meios de comunicação na opinião pública e na representação social da criança também é lembrada pelo Plano, assim como a importância da atuação do Poder Legislativo, tanto na elaboração de leis quanto no acompanhamento e controle das ações do Poder Executivo. Está prevista, também, a realização de uma pesquisa sobre a primeira infância nos diversos setores de conhecimento que possam subsidiar o planejamento e o acerto nas formas de cuidar e educar as crianças. Os capítulos finais tratam do financiamento, do acompanhamento e da avaliação interna e externa do Plano.

Material de Apoio:


Serviço:
Lançamento do Plano Nacional pela Primeira Infância (PNPI)
Quando: 7 de dezembro (terça-feira)
Hora: 14h30
Onde: Sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) – Setor de Embaixadas Norte, Lote 19, Brasília-DF.

Informações:
Rede Nacional Primeira Infância
Vital Didonet – coordenador
(61) 3045-6536


Para participar do lançamento do Plano Nacional pela Primeira Infância, envie e-mail paravilma@primeirainfancia.org.br