sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pesquisa mostra redução nas taxas de mortalidade materna e infantil no Brasil

Brasília – A pesquisa Saúde Brasil 2009 mostra redução nas taxas de mortalidade materna e infantil no país. A diminuição dessas taxas está entre as metas do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidas pela Organização das Nações Unidas para serem atingidas em 2015.

De acordo com o estudo anual do Ministério da Saúde, publicado hoje (14), todas as causas de mortes de gestantes apresentaram queda de 1990 a 2007, como hipertensão (63%), hemorragia (58%) e aborto (80%). Com isso, a taxa de mortalidade materna passou de 140 a cada 100 mil bebês nascidos vivos, na década de 90, para 75, em 2007.

A trajetória de queda brasileira foi maior de 1990 a 2001. De 2002 a 2007, tem variado de 72 a 75 mortes por 100 mil nascidos vivos.

O ministério atribui a tendência de redução da mortalidade materna à ampliação do acesso aos serviços médicos antes, durante e após o parto. Atualmente, 98% dos partos são feitos em hospitais e 89% por médicos. Quase 90% das grávidas realizam, no mínimo, quatro consultas do pré-natal no Sistema Único de Saúde (SUS). A meta da ODM é de 35 óbitos por grupo de 100 mil nascidos vivos.

Em relação à mortalidade na infância, a taxa nacional diminuiu 57,6%, de 1990 a 2008, entre crianças com menos de 5 anos e passou de 53,7 para 22,8 por mil nascidos vivos. A meta estabelecida pelas Nações Unidas é de 17,9 mortes por mil nascidos vivos. O Brasil prevê cumprir o objetivo em 2012.

Segundo a publicação Saúde Brasil, o Nordeste apresentou a maior redução da mortalidade infantil no período, 65%. Mas o índice da região está acima do nacional, 32,8 mortes para cada mil nascidos vivos.

Fonte: Agência Brasil, Carolina Pimentel, Edição: Lílian Beraldo

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Prefeitura e UERN formalizarão parceria para construção de maternidade pública

A Prefeitura de Mossoró e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) formalizarão parceria para a construção de uma maternidade universitária pública no Município.Os termos do acordo foram discutidos pela prefeita Fafá Rosado e o reitor da UERN, Milton Marques de Medeiros, em audiência realizada nesta quinta-feira (2/12), no Palácio da Resistência, sede do Governo Municipal.

Na audiência, que contou com a presença do secretário da Cidadania, Francisco Carlos, e da gerente da Saúde, Jaqueline Amaral, o reitor Milton Marques acatou a proposta feita por Fafá Rosado para que a equipe técnica da prefeitura elabore o projeto da maternidade, para agilizar a liberação das verbas federais assegurados em emenda coletiva de bancada, no valor de R$ 60 milhões.

A emenda foi assegurada pela bancada, após articulação da prefeita Fafá Rosado junto à bancada federal. A prefeitura e a UERN vão firmar um acordo de cooperação, a ser celebrado ainda este ano, formalizando a parceria entre as duas instituições. Ficou acertado também entre as partes que caberá à prefeita coordenar a articulação política para levar o projeto a Brasília e liberar os recursos.

O reitor Milton Marques chegou a sugerir um terreno para locaização da maternidade, ao lado da Faculdade de Ciências da Saúde, mas deixou a critério a prefeitura a escolha da área. Para Milton Marques, além de servir à população, a maternidade será de grande valia para os estudantes de Medicina, pois servirá como hospital residência para os estudantes que concluírem seus estudos.

Para justificar a importância da hospital maternidade, Milton Marques informou que, atualmente, acadêmicos de Medicina da UERN em Mossoró, estão fazendo a parte prática de obstetrícia e ginecologia no Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal. “Daí a importância desse projeto encampado por Fafá. Estamos à disposição da prefeita para viabilizar o projeto”, reconheceu Milton Marques.

“Não importa quem ficará à frente do projeto, se é a UERN, o Estado ou a Prefeitura. O que importa é que a Universidade não criará qualquer dificuldade para que o hospital venha para Mossoró. A prefeitura pode muito bem ser timoneira nesse projeto”, afirmou Milton Marques.

No encontro com o reitor Milton Marques, a prefeita Fafá Rosado que a proposta da bancada federal de tornar o hospital em universitário veio atender a uma série de necessidades do município e da própria Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). “Ao mesmo tempo, o hospital vai atender à demanda por uma maternidade pública e incentivará a formação de novos profissionais na área de pediatria, cada vez mais escassos no Brasil”, elogiou Fafá.

Segundo Fafá Rosado, a ideia é dotar a maternidade pública de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica e neonatal (destinada a recém-nascidos. Para ela, a falta de uma maternidade pública e das UTIs traz problemas sérios à saúde dos mossoroenses e das pessoas que são atendidas no município. A prefeita lembra que são realizados mensalmente cerca de 600 partos, o que demonstra a necessidade do município contar com esse tipo de atendimento.

Por fim, a prefeita Fafá Rosado lembrou ao reitor Milton Marques, a sua jornada política, em Brasília, para viabilizar o recursos para hospital. “Passei uma semana inteira em Brasília, batendo de porta em porta da nossa bancada federal, buscando o apoio para que Mossoró conseguisse recursos para a construção dessa obra que é sem dúvida alguma um legado que deixaremos para as próximas gerações”, lembrou.

Nota: Nosso desejo é que este projeto seja de fato concretizado.

Plano Nacional pela Primeira Infância será lançado no dia 07 de dezembro, em Brasília

03/12/2010 (Pauta ANDI)


O documento apresenta diretrizes que visam atender às necessidades das crianças brasileiras de até seis anos de idade, período considerado decisivo na formação do desenvolvimento da inteligência, das emoções e da socialização das pessoas

O lançamento do Plano Nacional pela Primeira Infância (PNPI) acontece na próxima terça-feira, dia 7 de dezembro, às 14h30, na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em Brasília. O Plano será entregue posteriormente ao Governo Federal como proposta de ações e metas a serem realizadas até 2022 na área dos direitos das crianças de até seis anos de idade. O documento estabelece diretrizes que o País deverá seguir para que sejam cumpridas as determinações da Constituição Federal, do Estatuto da Criança e do Adolescente, das leis setoriais de educação, saúde, assistência, cultura e de outros setores que dizem respeito ao público infantil.

O PNPI foi elaborado pela Rede Nacional Primeira Infância – composta por 86 organizações governamentais, não governamentais, multilaterais e empresariais – em um amplo processo participativo que durou dois anos e meio. Inúmeras instituições, especialistas, pesquisadores e profissionais de educação contribuíram com sugestões em reuniões, debates, audiências públicas e pela internet. Além disso, crianças de 3 a 6 anos também tiveram a oportunidade de expressar suas vontades, desejos e necessidades. Assuntos como saúde, alimentação, lazer e violência foram discutidos em dinâmicas especialmente preparadas para compreender e registrar as reivindicações dos pequenos.

O Plano já se encontra em análise no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) para aprovação, para então ser entregue ao Presidente da República. A expectativa é que, após a tramitação nos setores técnicos do Poder Executivo, seja encaminhado ao Poder Legislativo para ser revisto, aperfeiçoado e aprovado, transformando-se em lei. A Rede Nacional Primeira Infância pretende desenvolver, em seguida, medidas visando à elaboração de planos estaduais e municipais, que adequem as disposições do Plano Nacional a seus respectivos territórios.

A iniciativa constitui uma expressão da vontade nacional de cumprir os compromissos internacionais assumidos pelo País em documentos como a Convenção dos Direitos da Criança, das Nações Unidas, o Plano de Educação de Dacar 2000/2015 e os Objetivos do Milênio – documentos dos quais o Brasil é signatário e com os quais está comprometido. Ela se articula ainda com outros planos e compromissos nacionais, como os planos nacionais de educação, de saúde, de assistência social, de cultura, de enfrentamento da violência contra a criança, de convivência familiar e comunitária, de direitos humanos e outros que estão em fase de elaboração, como o Plano Decenal dos Direitos de Crianças e Adolescentes e o Plano Brasil 2022.

Um conjunto de características torna o PNPI distinto dos planos e programas já elaborados para essa faixa etária. Entre elas está a intersetorialidade, pois estão reunidos em um único documento programático os diferentes direitos da criança, a elaboração com ampla participação social, o horizonte temporal de longo prazo para os objetivos e metas e a expectativa de aprovação pelo Congresso Nacional, com o intuito de torná-lo uma lei. Essas qualidades dão ao documento o caráter de Plano de Estado.

Após apresentar a concepção da infância na diversidade brasileira, o Plano ainda avalia os grandes progressos que o Brasil fez nos últimos anos nos indicadores de desenvolvimento infantil e aponta os problemas que continuam afetando a vida das crianças. Para alcançar as metas, o documento destaca a necessidade de formação adequada para os profissionais ligados à primeira infância – envolvendo diferentes áreas, como direito, comunicação, medicina, engenharia, arquitetura, enfermagem, nutrição, assistência social, educação e urbanismo.

A influência dos meios de comunicação na opinião pública e na representação social da criança também é lembrada pelo Plano, assim como a importância da atuação do Poder Legislativo, tanto na elaboração de leis quanto no acompanhamento e controle das ações do Poder Executivo. Está prevista, também, a realização de uma pesquisa sobre a primeira infância nos diversos setores de conhecimento que possam subsidiar o planejamento e o acerto nas formas de cuidar e educar as crianças. Os capítulos finais tratam do financiamento, do acompanhamento e da avaliação interna e externa do Plano.

Material de Apoio:


Serviço:
Lançamento do Plano Nacional pela Primeira Infância (PNPI)
Quando: 7 de dezembro (terça-feira)
Hora: 14h30
Onde: Sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) – Setor de Embaixadas Norte, Lote 19, Brasília-DF.

Informações:
Rede Nacional Primeira Infância
Vital Didonet – coordenador
(61) 3045-6536


Para participar do lançamento do Plano Nacional pela Primeira Infância, envie e-mail paravilma@primeirainfancia.org.br


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Seminário apresentará Plano Municipal de Convivência Familiar e Comunitária


O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA) realizará o I Seminário Comunitário, com o tema “O Direito à Convivência Familiar E Comunitária”. O evento acontecerá no dia 6 de dezembro, das 8h às 17h, no Hotel Villa Oeste, em Mossoró.

O seminário tem como objetivo apresentar o Plano Municipal de Convivência Familiar e Comunitária, o que dá a Mossoró o título de primeiro município do RN a concluir este plano. Ele faz parte de uma ação elaborada, a partir de uma comissão, que vem sendo trabalhada desde o mês de maio.

Além disso, visa a atualização de profissionais da rede de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e de instituições de acolhimento de crianças e adolescentes e a efetiva reintegração familiar e comunitária, conforme preconiza o ECA.

Por isso, serão discutidos temas voltados ao trabalho social com as famílias, visando melhorias do trabalho na cidade. “Hoje, é fundamental o investimento na capacitação dos atores sociais, para que possamos efetivamente implementamos mudanças na área da infância e juventude em situação de risco”, afirma a presidente do Comdica, Mirna Aparecida.

Paralelo ao seminário, será realizada a Oficina “O papel das instituições de acolhimento, sua adequação ao Estatuto da Criança e do Adolescente e a Proteção Especial”, nos dias 7 e 8 de dezembro. A oficina terá como público profissionais que trabalham nos serviços de acolhimento institucional, como CREAS, Casa de Passagem, NIAC – Abrigo Infantil, Vara da Infância e outros.

Quem ministrará as palestras e oficinas será a conceituada ONG, Associação Brasileira Terra dos Homens, do Rio de Janeiro. Mais informações sobre o evento entrar em contato com o Comdica pelo telefone: (84) 3315-4829.

Fonte: AQUI

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Definidas emendas coletivas da Bancada do Federal para o OGU 2011

Foto: Benné Mendonça

Hospital Materno Infantil para Mossoro foi Sugerido


Os deputados e senadores do Rio Grande do Norte definiram as 18 emendas coletivas indicadas para o Orçamento Geral da União do próximo ano em reunião no início da tarde desta quarta-feira (24). Os investimentos totalizam R$ 970,5 milhões, e prevêem obras de infra-estrutura urbana, implantação de projetos na área de tecnologia, construção de hospitais em Natal e Mossoró, apoio às três universidades públicas – UFRN, Ufersa e UERN. Segundo o coordenador da Bancada Federal, deputado Fábio Faria, houve consenso para a realização de obras e ações de grande relevância para o Rio Grande do Norte.

“As quatro emendas consensuais vão contemplar a divulgação do turismo potiguar para todo o Brasil e também as universidades públicas com atuação no Rio Grande do Norte. No caso da UERN, decidimos pela construção de um hospital universitário materno-infantil em Mossoró, onde há curso de medicina, para oferecer oportunidade aos estudantes de fazer residência e ainda contribuir com os serviços de atendimento à saúde pública na região”, explicou Fábio Faria. Outras três emendas de remanejamento foram destinadas para a construção da Barragem do Bujari, em Nova Cruz, que terá capacidade de 33 milhões de metros cúbicos de água, ocupando uma área de bacia hidrográfica em torno de 553 km; o contorno rodoviário da cidade de Caicó; e a duplicação da avenida Francisco Mota, em Mossoró.

Onze emendas foram indicadas por cada um dos deputados e senadores. O deputado Fábio Faria apontou a instalação de um campus universitário da UERN na cidade de Apodi, o que vai beneficiar municípios de toda a região do Médio Oeste; Fátima Bezerra sugeriu o projeto de expansão e fortalecimento do Instituto Federal de Ensino (IFRN); Felipe Maia indicou obras de drenagem e pavimentação para a cidade de Natal; Betinho Rosado voltou a sugerir a implantação de um Parque Tecnológico em Mossoró; Sandra Rosado quer a execução de projetos de inclusão digital para todo o RN; a tecnologia também foi defendida por Rogério Marinho, com o projeto Estado Conectado; João Maia decidiu por investimentos na conclusão e equipamentos do Terminal Pesqueiro de Natal; e o deputado Henrique Alves escolheu apoio a projetos de desenvolvimento do setor agropecuário.

A senadora Rosalba Ciarlini, que em janeiro assumirá o Governo do Estado, indicou a construção de um hospital na zona Oeste de Natal. O senador José Agripino decidiu pela Zona de Processamento e Exportação de Assu, chamada ZPE do Sertão, e Garibaldi Filho quer investimentos na coleta de resíduos sólidos do Rio Grande do Norte.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010